NORML Brasil ONG da maconha: ninguém está querendo vender baseado ilegal

O Brasil está prestes a receber uma das ONGs mais atuantes no cenário internacional que defende a liberação da maconha. A NORLM (sigla em inglês para Organização Nacional para a Reforma das Leis sobre Maconha), que foi fundada em 1970 nos Estados Unidos e se faz presente em outros cinco países, trabalha para abrir uma sede em Niterói (RJ).

O diretor da NORML no Brasil, Ranieri Guimarães, garante que o objetivo da ONG no País é meramente informativo e não tem nada a ver com apologia. “Ninguém aqui está querendo vender baseado ilegal e, sim, mostrar que nem a maconha é tão nociva assim, e nem o seu comércio legalizado deve ser descartado, pois se o tráfico ganha dinheiro com isso, quem está perdendo é a população, que poderia se beneficiar da arrecadação proveniente da taxação do comércio de maconha e ainda ver os índices de criminalidade reduzidos”, afirmou.

A versão americana da ONG tem políticas mais agressivas. A NORML afirma representar os interesses de “dezenas de milhares de americanos que fumam maconha responsavelmente”. Lá, a bandeira é pela legalização do consumo, da produção e venda da maconha.

A NORML chega ao Brasil após ter concentrado seus esforços na campanha para a legalização da maconha na Califórnia. A chamada Lei 19, que regularizaria diversas atividades relacionadas à erva, como plantio e consumo, foi votada no dia 2 de novembro e rejeitada por 54% dos eleitores, contra 46% que votaram a favor.

No Brasil, a NORML informa que, inicialmente, vai atuar pela descriminalização da maconha para uso medicinal e industrial. A organização defende que a droga possa ser usada para o tratamento de dores crônicas, substituindo medicamentos que trariam efeitos colaterais piores que os da maconha. Em nível industrial, a NORML defende que a Cannabis ruderalis, uma variação da mesma erva que não contém a substância psicoativa da Cannabis sativa, pode servir como matéria prima para a confecção de tecidos.

Ranieri afirmou que a ONG no Brasil deve seguir a mesma tendência de sua matriz nos Estados Unidos: “a NORML é conhecida pela importante militância que faz, especialmente, junto ao governo, pressionando por políticas anti-drogas mais coerentes”. Ele disse ainda que não há qualquer intenção de descumprir as leis brasileiras. “Ninguém está fazendo apologia às drogas e, portanto, não corremos esse risco. O que estamos fazendo é justamente oferecendo ao brasileiro a informação que o governo não divulga, por razões que, por enquanto, deconhecemos”.

Mesmo assim, para o presidente da Comissão de Combate às Drogas e à Dependência Química da OAB-RJ, Wanderley Rebello, a ONG pode enfrentar problemas no País. “Aqui no Brasil eles poderão sofrer represálias, devendo tomar cuidado com a apologia ao uso, onde poderão ser incriminados”.

Na opinião do jurista, a NORML tem o direito de manifestar seus pensamentos e opiniões de forma democrática. No entanto, Rebello aconselha orientação jurídica para que as manifestações da ONG não incidam em crime: “o limite da liberdade de expressão está na hipocrisia legal que ainda existe, infelizmente. A linha jurídica está na sorte, pois ‘para cada cabeça há uma sentença’. Parece brincadeira, mas não é. Um juiz vai interpretar de uma forma, outro de outra, já vi muitas vezes acontecer”.

Por
Luis Bulcão Pinheiro
Simone Specian

Fonte: Terra

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Sobre brigadasonora

Brasileiro, Corinthiano e Andarilho.
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2 respostas para NORML Brasil ONG da maconha: ninguém está querendo vender baseado ilegal

  1. Marirrita disse:

    Bem-vindos!
    Jah Ratafar-i !!!

    • Maconha como está não é legal. Têm que legalizar!
      Maconha chama ao uso de drogas ilícitas? Não! O uso da maconha é o resultado do chamado das drogas lícitas que abrem portas para todas as outras, a bebida alcoólica e o cigarro.
      A certeza de que como está não pode ficar, está clara para todo o mundo. Porque não é legal.
      Temos hoje no Brasil, milhões de irmãos e suas famílias sofrendo pelo preconceito e falta de vontade política, trazendo prejuízos de ordem financeira à sócio-familiar. Levando aos lares brasileiros a aflição e o desespero, por inclusive questões judiciais.
      Tudo isso por falta de uma política séria, de controle e ordem do estado para algo que ele só controlará, a partir do momento em que realmente assuma o controle em suas mãos. Mobilizando profissionais de todos os setores ligados à questão, para equacioná-la. Pois no modelo de atuação, ou melhor dizendo, da falta dela, não deu e nunca dará certo.
      É preciso legalizar, como a própria palavra diz, tornar legal, interpretando-a em todos os seus sentidos. Têm que estudar e acompanhar com pesquisas cientificas para se orientar e orientar, antes de criminalizar, pois esta segunda opção já provou que não funciona.
      Para que não haja dúvidas quanto a minha imparcialidade, não uso, por sorte, porque o meu organismo rejeitou a substância como um dia ao álcool, igual ao de tantos milhões que tiveram essa mesma sorte, mas não porque era legal ou ilegal.
      É tão óbvio e simples no mínimo amenizar a dor e o sofrimento de milhões de brasileiros, basta controlar. Pois todos sabem que quem o controle tem, controla. É obrigação do Governo assumir também este controle, e não penalizar a sociedade ainda mais com leis e práticas punitivas que ao longo de cinco décadas provaram que não dá certo.
      Pois a crueldade de preconceituar, ofender, prender, torturar e matar quem aspira a fumaça de uma perfumada folha seca que faz muito menos mal à saúde do homem que a fedida fumaça da folha do cigarro, tem que acabar. Pois, por mais que alguém consiga usá-la continuamente, não se embriagará trazendo o risco da violência para a sociedade, como a embriagues da bebida alcoólica. Ah! A guerra do tráfico? Só existe porque o governo não assume o controle, da produção, venda e consumo.
      Sou a favor do homem livre, para que possa lutar por ele próprio e pela humanidade. Mas se alguém cai na armadilha da dependência de uma substância química, temos que apoiá-lo na luta contra ela. Por isso é necessário e obrigatório o controle do estado sobre o plantio, venda e consumo da maconha. Pois é algo que já fugiu do controle, tornou-se popular como a bebida alcoólica e o cigarro, sem o mesmo mal dos dois últimos.
      Assistimos diariamente um Lobby, esta pressão velada, extremamente prejudicial para a nossa população, na maioria das vezes ingenuamente alimentado pela grande mídia. Para transformar a nossa justiça e segurança em iniciativa privada. Isto sim, seria o caos.
      Funcionários de empresas de segurança privada multando motoristas, cuidando do monitoramento eletrônico de orgãos públicos e cidades. Como também da administração de complexos penitenciários públicos ou privados. Oras, infelizmente já tivemos milhões de exemplos práticos no Brasil e mundo afora que isto é inviável.
      O que gerou exagero de multas no Brasil por conta desses agentes comissionados. Redutores de velocidade eletrônicos adulterados pela mão do homem ou mesmo pela simples mudança climática, também multando sob comissão para seus proprietários. Por último, a quebra de um benefício da justiça brasileira, o mais básico de seus valores, o direito à liberdade, que seja ao menos por dois a três dias aos presos com bom comportamento. Agora monitorada por uma empresa particular que só visa lucros, o que não adiantou e não vai adiantar em nada. Também uma empresa Norte Americana que administra dezenas de penitenciárias nos EUA, em uma verdadeira caçada a imigrantes ilegais, só para aumentar o seu faturamento.
      Cuidar de nossa segurança é sim uma obrigação do estado, por funcionários públicos treinados. Seja via monitoramento eletrônico ou o que for, mas jamais nas mãos da iniciativa privada visando lucros financeiros.
      Se não cuidarmos de nós, corremos o risco da segurança e justiça de nosso país caírem nas armadilhas das multinacionais que só visam lucro, ou seja, nas mãos de estrangeiros que não tem o mínimo amor por esta nação e ao seu povo.
      Transformando inclusive a questão da não legalização da maconha, em um negócio valioso, pois prender passará a ser lucrativo para o ganancioso, enquanto só trará ao estado e aos nossos irmãos brasileiros, muito mais prejuízos de toda ordem e natureza.
      José Fonte de Santa Ana.

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