Foram encontrados 2kg de maconha num túmulo com 2700 anos no Deserto de Gobi.

De acordo com uma notícia publicada no Journal of Experimental Botany, perto de 2 kg de uma planta ainda verde encontrados num túmulo no Deserto de Gobi foram agora identificados como sendo o achado mais antigo de reservas de marijuana.

Uma série de testes provaram que esta possuía potentes propriedades psicoactivas, o que vem pôr em causa a teoria de que os anciãos só cultivavam o cânhamo para fazer roupa, corda e outros objetos.

Aparentemente eles também ficavam pedrados.

O autor Ethan Russo disse ao Discovery News que a marijuana antiga “é bastante similar” à atual.

“Sabemos pelas análises químicas e genéticas que a planta podia produzir THC (o químico mais psicoactivo da planta)”, explicou ainda que, atualmente não seria possível sentir os efeitos devido à decomposição dos milénios.

Russo trabalhou como professor visitante na Chinese Academy of Sciences Institute of Botany enquanto conduzia o estudo. Ele e a sua equipe internacional analisaram a marijuana que foi encontrada nas Tumbas Yanghai perto de Turpan na China. Foi encontrada dentro de uma bola de madeira num cesto de pele perto da cabeça de um caucasiano de olhos azuis que morreu com cerca de 45 anos.

“Este individuo foi enterrado com um número pouco usual de itens raros com muito valor”, Russo mencionou que os objetos incluiam uma mala de make-up, potes, material de arqueiro e uma harpa. Os investigadores acreditam que o indíviduo era um shaman do povo Gushi, que falavam uma língua agora extinta chamada Tocharian que é similar ao Celta.

Inicialmente os investigadores pensaram que se tratava de coentros, mas análises micróscópicas do conteúdo da bola, bem como testes genéticos, revelaram ser marijuana.

O tamanho das sementes que estavam misturadas com as folhas, bem como as suas cores e outras características, indicam que provêem de uma estirpe de cultivo. Antes do enterro, alguém retirou cuidadosamente todos os machos, que são menos psicoativos, daí Russo e a sua equipe tiveram algumas dúvida quanto à razão do seu cultivo.

O que está em questão, é o modo como a marijuana seria administrada, pois não foram encontrados cachimbos nem qualquer outro objeto associado ao fumo na tumba.

“Talvez fosse ingerida oralmente”, diz Russo “ também podia ser fumigada, como algumas tribos do norte faziam.”

Apesar de há 7.000 anos outras culturas da área terem usado o cânhamo a fim de fabricarem várias coisas, estas tumbas indicam que os Gushi fabricavam as suas roupas de lã e as suas cordas de uma outra fibra. Os cientistas não sabem se o seu uso seria para fins espirituais ou medicinais, mas o que é certo é que o homem dos olhos azuis foi enterrado com muita.

Russo refere “Como em outras tumbas, era tradicional colocar coisas que fossem necessários para a outra vida”

A reserva deste Ancião está guardada no museu de Turpan, na China.

No futuro, Russo espera conduzir mais investigações nas escavações de Yanghai, que possui mais de 2.000 tumbas.

Fonte:  Journal of Experimental Botany

Anúncios

Sobre brigadasonora

Brasileiro, Corinthiano e Andarilho.
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s