A semSemente brotou! Primeira revista inteiramente dedicada à canábis

A semSemente brotou!

Primeira revista inteiramente dedicada à canábis

Primeira revista inteiramente dedicada à canábis

O Brasil ganha sua primeira revista inteiramente dedicada à canábis e aos debates sobre as políticas de drogas. A semSemente é um projeto editorial inédito e independente, que aborda as questões que envolvem a canábis e suas subdivisões sativa, indica e ruderallis – plantas de longa relação com o homem, a quem já proporcionaram alimento, vestuário, remédio, e, porque não, muita diversão. Bimestral e apartidária, a publicação jornalística conta com reportagens sobre política, comportamento e cultura, e trata, de maneira clara, objetiva e sem tabus, as notícias referentes à legislação e às pesquisas sobre a erva.

http://www.semsemente.com/loja/

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Com tema em discussão, Argentina tem degustação de maconha

Participante da Copa Canábica toma mate enquanto carrega bandeja com vários tipos de maconha, em Buenos Aires Foto: Revista Haze/ Divulgação

Participante da Copa Canábica toma mate enquanto carrega bandeja com vários tipos de maconha, em Buenos Aires
Foto: Revista Haze/ Divulgação

Imagine um evento dirigido especificamente à degustação de maconha. Se você imaginou algo underground, em algum bairro periférico, com pessoas de perfil suspeito e ambiente pouco acolhedor, pode esquecer. A Copa Canábica C.A.B.A. (Cidade Autônoma de Buenos Aires), que está em sua quinta edição, não tem nada a ver com a imagem de submundo ligada ao consumo da droga. As copas canábicas acontecem há 11 anos na Argentina, a mais antiga é a que recebe o nome de Del Plata. A segunda copa mais antiga desse tipo tem um apelo mais técnico, ou seja, que está mais voltada aos produtores caseiros.

Mais parecido com uma feira de produção de orquídeas ou qualquer outra planta que exija cuidados específicos, a Copa Canábica é um evento promovido pela revista Haze, direcionada ao público produtor de cannabis sativa. Por isso, é um local de encontro para os diversos produtores, os chamados cultivadores independentes. Gente que planta para o consumo próprio ou, no máximo, para compartilhar entre amigos. Realizado nas dependências de uma casa noturna no bairro de Palermo Queens, local conhecido pela efervescência da sua vida noturna e pela variedade de restaurantes que abriga, a copa começou às 10h e se estendeu por todo o domingo.

“Existem cerca de 60 competidores que trazem as suas melhores flores para que os jurados façam a degustação”, disse Eduardo Camaron, brasileiro e colunista da revista que organiza o evento. “Os itens avaliados são potência, aroma, apresentação e sabor. O jurado atribui uma nota a cada um deles, que somadas resultam na qualificação”, afirmou Camaron.

Além disso, o evento oferece ao público degustações às cegas, nas quais o participante tem seus olhos vendados possibilitando “fazer a cabeça” com todos os seus sentidos plenamente ativados. Existe também uma competição entre “fechadores” de baseado, nome popular para o cigarro de maconha. Aquele que fechar o melhor baseado ganha, além de um troféu, uma série de brindes da revista. Entre camisetas e chaveiros, brindes mais tradicionais, estão os mousses e muffins feitos à base de maconha.

Perfil do público
Estimado em 300 pessoas, o público é composto por jovens da classe média alta portenha. “São geralmente leitores da revista patrocinadora, que pagam cerca de R$ 100 para ter acesso ao evento”, disse Ramiro Barreiro, um dos jornalistas da revista.

O perfil do cultivador e do próprio consumidor de maconha mudou muito com o passar dos anos. Existe uma diversificação muito grande entre as pessoas que se interessam pelo tema. “Até a avó de uma amigo, inteirada dos efeitos analgésicos da droga, me pediu para experimentar um dia desses”, afirmou Camaron. “Aqui você vai encontrar gente de todo tipo”, disse ele.

No evento, três amigas compartilhavam um outro tipo de erva, a mate, enquanto aproveitavam o ambiente de liberdade da copa. Com uma média de idade de 30 anos, todas estudantes universitárias e trabalhadoras de setores administrativas de grandes empresas, elas começaram a cultivar a planta há pouco tempo e aproveitaram a feira para trocar experiências e informações sobre o plantio da cannabis.

O mercado do cultivo independente
O cultivo independente de maconha na Argentina apresentou um aumento significativo após a crise econômica de 2001. “Os usuários não tinham mais o mesmo poder de compra de antes da crise, então tiveram que buscar outras alternativas para ter acesso à droga”, disse Maxi Muños, editor de arte da revista especializada no cultivo.

Um exemplo da popularidade da prática na Argentina é a própria existência dessa publicação, única em âmbito global a tratar especificamente do plantio. “A nossa revista não faz apologia ao uso de maconha, nossa revista pretende promover a troca de informações entre os produtores caseiros”, afirmou Muños.

A revista existe há cerca de dois anos e tem tantos anunciantes que permite que todo seu pessoal possa viver da publicação. Uma boa parte dos anunciantes ou patrocinadores são produtores europeus de sementes.

A Copa Cannabica é um bom exemplo do crescimento do mercado especializado em produtos para o cultivo. No evento, havia estandes específicos de produtores de sementes, que têm um custo médio de 70 euros. Era possível conhecer também estandes com diferentes tipos de fertilizantes e até mesmo uma câmara com luz especial para o cultivo indoor – dentro de ambiente fechado, a outra alternativa é o cultivo externo, ou outdoor – da planta.

A “primavera da descriminalização”
O porte de maconha e seu consumo caseiro está permitido na Argentina desde 2009, quando a Corte Suprema declarou inconstitucional o artigo 14.2 da Lei 23.737, a lei antidrogas. Baseado no direito à privacidade de todo cidadão argentino, a brecha se abriu no tocante ao fumo praticado em casa, ou na rua, contanto que não fira ao bem-estar social. E é esse direito à privacidade que possibilita que os cultivadores tenham pequenas plantas dentro das suas casas, ainda que o cultivo independente ainda não esteja totalmente liberado no país.

A Argentina está alguns passos atrás do vizinho Uruguai, que divulgou na semana passada um projeto de lei que pretende descriminalizar o uso de maconha controlando a compra e venda da droga por organismos estatais. Apesar disso, existe um clima otimista com relação a descriminalização, bem como um impulso do usuários em sair às ruas e “mostrar a cara” gerado pela aprovação da Lei do Matrimônio Igualitário de 2010. “A última Marcha pela Legalização ocorrida no país levou cerca de 40 mil pessoas à praça de Maio, quando a penúltima havia mobilizado apenas 15 mil”, ilustra Barreiro.

Outro motivo apontado pelo grupo envolvido na luta pela descriminalização para o otimismo é o perfil do governo de Cristina Kirchner. Não necessariamente representado pela aprovação da presidente, mas sim por políticos como o senador Aníbal Fernandez, que já se manifestou favorável a aprovação da Lei que permitiria o livre consumo da droga na Argentina. “A própria possibilidade de realização de um evento ilegal, como é a Copa Canábica, sem que soframos qualquer tipo de retaliação aponta que estamos vivendo um tempo onde as liberdades individuais estão em um momento de expressão ímpar em nosso país”, disse Ramiro Barreio. “Estamos vivendo um clima de Primavera da Descriminalização”, afirmou Camarón.

Por: LUCIANA ROSA
Direto de Buenos Aires

Fonte: Terra

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Comissão de juristas aprova descriminalização do uso de drogas

A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta segunda-feira (28) a descriminalização do uso de drogas.

As propostas da comissão, consolidadas, devem ser encaminhadas ao Congresso até o final de junho. Apenas após votação nas duas Casas as sugestões viram lei.

Atualmente o uso de drogas é crime, porém não é punido com prisão. O texto aprovado pela comissão deixa de classificar como crime o uso de qualquer droga, assim como a compra, porte ou depósito para consumo próprio.

A autora da proposta, a defensora pública Juliana Belloque, afirmou que se baseou na tendência mundial de descriminalização do uso e na necessidade de diminuir o número de prisões equivocadas de usuários pelo crime de tráfico.

Ela citou reportagem publicada pela Folha que apontou um crescimento desproporcional do aprisionamento de acusados de tráfico desde 2006, quando entrou em vigor a atual lei de drogas: enquanto as taxas de presos por outros crimes cresceram entre 30% e 35%, o número de punidos por tráfico aumentou 110%. A alta se explica, de acordo com especialistas, pela confusão entre usuário e traficante.

A comissão aprovou uma exceção em que o uso de drogas será crime: quando ele ocorrer na presença de crianças ou adolescentes ou nas proximidades de escolas e outros locais com concentração de crianças e adolescentes.

Nesse caso, as penas seriam aquelas aplicadas atualmente ao uso comum: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e o comparecimento obrigatório a programa ou curso educativo.

Para diferenciar o usuário do traficante, os juristas estabeleceram a quantidade máxima de droga a ser encontrada com o acusado: o equivalente a cinco dias de uso. Como a quantidade média diária varia conforme a droga, o texto estabelece que serão utilizadas as definições da Anvisa.

A comissão também aprovou a diminuição da pena máxima para o preso por tráfico. Hoje são 5 a 15 anos de prisão e a proposta estabelece 5 a 10.

Dos nove juristas presentes de um total de 15 da comissão, apenas o relator, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves, votou contra a descriminalização.

Para ele, o fato de o usuário não ser punido acabará estimulando que ele seja considerado pela polícia e pela Justiça um traficante, o que aumentaria o encarceramento – exatamente o efeito contrário que a comissão pretende atingir.

A comissão discute agora qual será o parâmetro para diferenciar o usuário de um traficante e se será permitido, por exemplo, plantar drogas para consumo pessoal.

Fonte: Folha SP 

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Maconha reduz espasmos da esclerose múltipla, diz estudo

De acordo com o estudo, a maconha reduz as dores nos pacientes de esclerose múltipla

De acordo com o estudo, a maconha reduz as dores nos pacientes de esclerose múltipla.       Foto: Leo Cabral

Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na revista da Associação Médica do Canadá (“CMAJ”) mostrou que o uso de maconha alivia a espasticidade e a dor nas pessoas que sofrem de esclerose múltipla, mas alertou que existem “efeitos cognitivos adversos”. O estudo, realizado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, analisou 30 pacientes com uma idade média de 50 anos dos quais mais da metade necessitavam de ajuda para caminhar e 20% utilizavam cadeiras de rodas.

A doutora Jody Corey-Bloom, do Departamento de Neurociência da Universidade de San Diego, assinalou no estudo que “observamos um efeito benéfico da cannabis fumada na espasticidade resistente ao tratamento e na dor associada com a esclerose múltipla entre nossos participantes”. “Embora geralmente bem tolerada por nossos pacientes, a maconha fumada esteve acompanhada por agudos efeitos cognitivos”, acrescentou a médica.

Os pesquisadores indicaram que são necessários mais estudos de longo prazo para confirmar as descobertas “e determinar se doses menores podem ter efeitos benéficos com um impacto cognitivo menor”. Porém, o estudo também apontou que em outras pesquisas centradas nos efeitos da cannabis administrada oralmente na espasticidade relacionada com a esclerose múltipla, “qualquer redução da espasticidade foi geralmente observada em classificações subjetivas”. No entanto, neste estudo, os pesquisadores disseram que utilizaram um método “objetivo”. Os médicos usaram uma escala Ashworth modificada, ferramenta que serve para avaliar a intensidade do tônus muscular, para determinar a espasticidade dos músculos.

Os resultados indicam que o grupo de pacientes que fumou maconha experimentou uma redução na escala Ashworth de quase um terço (2,74 pontos) em comparação com o grupo que utilizou um placebo. Além disso, as pontuações de dor foram reduzidas em torno de 50%.

Fonte: Terra/Saúde

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Vilarejo espanhol libera plantio de maconha para levantar verbas

Prefeitura, que tem dívida de 1,3 milhão de euros, afirma estar dentro da lei.

Cédula utilizada na votação pergunta, em catalão, se a população está de acordo com o plano aprovado em 29 de fevereiro, que prevê a autorização do plantio AGÊNCIA O GLOBO

Cédula utilizada na votação pergunta, em catalão, se a população está de acordo com o plano aprovado em 29 de fevereiro, que prevê a autorização do plantio
AGÊNCIA O GLOBO

RASQUERA, Espanha. Com uma dívida de 1,3 milhão de euros (R$ 3,1 milhões) e dificuldade de gerar empregos para seus 960 habitantes, o vilarejo de Rasquera, na Espanha, decidiu recorrer à maconha para sobreviver. Nesta terça-feira, aprovou em referendo popular uma iniciativa da prefeitura para que o município ceda terrenos para o plantio da droga e, com isso, lucre o suficiente para pagar seus débitos.

Rasquera, a cerca de 200 km de Barcelona, é um dos municípios mais mais endividados da Catalunha. Sua luta para se reerguer é o retrato do que acontece em cidades por toda a Espanha, onde o índice de desemprego está em 23%, o maior dos 17 países da zona do euro. A saída encontrada — a única viável, segundo a prefeitura — dividiu a cidade, e a votação foi a opção para resolver o impasse.

— Se o projeto não recebesse o apoio do povo, não teria sentido algum continuar — disse o prefeito Bernat Pellisa, que prometera renunciar caso o projeto não tivesse o sim de mais de 75%, mas ainda não anunciou sua decisão final.

Era necessário o aval de mais da metade da população, e 56% disseram sim. O projeto prevê a aplicação de um acordo já assinado entre a Prefeitura e a Associação Canábica de Autoconsumo de Barcelona, um grupo de 5 mil usuários que pagaria 1,3 milhão ao município para usar os sete hectares de plantação nos próximos dois anos.

A polêmica deve ir além do referendo. Na Espanha, o consumo privado de maconha em pequenas quantidades é tolerado, mas o plantio para venda é considerado ilegal. A agência nacional antidrogas já anunciou que intervirá assim que a primeira semente for plantada.

A prefeitura de Rasquera garante estar dentro da lei e usa uma brecha legal para se justificar: a cidade estaria apenas cedendo terrenos, e a droga plantada, afirma, não seria vendida, e sim usada para consumo privado — no caso os 5 mil membros do grupo de Barcelona.

Fonte: O Globo

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Consumo moderado de maconha não afeta o pulmão, diz estudo

Por Genevra Pittman

NOVA YORK, 11 Jan (Reuters) – O consumo moderado de maconha aparentemente não afeta negativamente os pulmões, segundo um novo estudo divulgado na terça-feira nos Estados Unidos.

Pesquisadores concluíram que várias avaliações pulmonares na verdade apresentavam resultados ligeiramente melhores entre jovens que relatavam usar mais maconha – pelo menos mais de 2.000 baseados ao longo da vida.

“Sem dúvida, se você viu um filme de Harold e Kumar, observou que a maconha desencadeia uma tosse”, disse Stefan Kertesz, da Universidade do Alabama, em Birmingham, que trabalhou no estudo. Mas ainda há dúvidas sobre os efeitos da droga sobre o funcionamento pulmonar em longo prazo.

“Estudos anteriores tiveram resultados ambíguos”, disse Kertész. “Alguns sugeriram um aumento no fluxo de ar nos pulmões e de volume pulmonar (com o consumo de maconha), e outros não encontraram isso. Outros encontraram sinais de dano.”

Embora o cigarro de maconha tenha muitas das toxinas presentes nos cigarros de tabaco, disse o cientista, as pessoas que usam maconha tendem a fumar menos baseados por dia em relação ao consumo de cigarro pelos tabagistas. Isso, junto com a forma de tragar, pode oferecer uma proteção relativa aos pulmões, propõem os pesquisadores.

Mas o trabalho não isenta a maconha quanto às consequências de longo prazo. “Acho que será preciso realizar muito mais trabalhos para fazer qualquer declaração abrangente sobre a segurança (do consumo de maconha)”, disse Jeanette Tetrault, que pesquisa abusos de substâncias na Escola de Medicina de Yale, em New Haven (Estado de Connecticut), e que não se envolveu na nova pesquisa.

Os novos dados derivam de um estudo prolongado com mais de 5.000 jovens adultos em Oakland (Califórnia), Chicago, Minneapolis e Birmingham (Alabama). De 1985 a 2006, os pesquisadores perguntaram regularmente aos participantes sobre o uso de tabaco e maconha no passado e no presente. Também fizeram exames para avaliar quanto ar eles conseguiam segurar e qual era o fluxo máximo de ar saindo dos pulmões.

Os pesquisadores mostraram que, quanto mais cigarros de tabaco os participantes fumavam, pior era o desempenho deles em ambos os testes, segundo o artigo publicado pela equipe de Kertész na revista Jama (publicação da Associação Médica Americana. Já o consumo moderado de maconha não parecia afetar a função pulmonar.

O volume pulmonar e o fluxo de ar aumentavam a cada “ano-baseado” – o equivalente a 365 cigarros ou cachimbos de maconha por ano – que os participantes diziam ter fumado, até cerca de 2.555 baseados.

As conclusões não significam que as pessoas devem fumar maconha para melhorar a função pulmonar, segundo os pesquisadores.

A maconha pode causar uma irritação pulmonar em curto prazo, e provocar problemas para pessoas que tenham asma, segundo os cientistas.

Fonte: Reuters

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Uso de maconha pode reduzir fatalidades no trânsito?

Foto: Dank Depot / Creative Commons

É o que sugere um novo estudo

Nos Estados Unidos, onde em muitos estados se permite o uso de maconha para fins medicinais, o que tem provocado grandes polêmicas, um novo estudo controverso deve jogar mais lenha no debate.

De acordo com seus autores, Mark Anderson e Daniel I. Rees, a aprovacão de leis de uso de maconha para fins médicos em 16 estados também ajudou a reduzir as mortes no trânsito. Será mesmo? Baseados reduzem a velocidade?

Os autores baseiam sua tese em estatísticas compiladas usando o Sistema de Análise de Relatórios de Fatalidades, ou FARS, um banco de dados da Administração Nacional de Tráfego em Estradas. Nos 16 estados, as fatalidades no trânsito tiveram queda de até 9%.

As estatísticas do FARS não provam que as leis de maconha medicinal são a causa da diminuição de mortes no trânsito (tais estatísticas podem apenas estabelecer uma correlação), mas até o momento nenhuma pesquisa tinha sido feita para explicar a relação. Anderson e Rees oferecem algumas teorias.

Primeiro, eles sugerem que a marijuana é um substituto para o consumo de álcool. Basicamente, se as leis da maconha medicinal criam uma elevação de seu consumo, então talvez as pessoas estejam mais fumando baseados que ingerindo álcool. Isto, por sua vez, levaria a menos bêbados ao volante, o que explica a queda de fatalidades. Os autores examinaram dados que associam as leis da maconha com diminuição de drinques consumidos, especialmente na população de 20 a 29 anos de idade. Além disso, dados da Beer Institute, dos fabricantes de cerveja, mostra que as vendas de cerveja tendem a cair quando as leis da maconha entram em vigor, informa a Mother Nature Network.

Esta primeira teoria também se baseia na suposição de que dirigir bêbado é mais perigoso que dirigir “chapado”. Para tanto, os autores apontam para provas de que motoristas chapados “reduzem a velocidade, evitam manobras arriscadas e aumentam a distância dos outros carros”, informações encontradas em outras pesquisas.

Uma segunda hipótese, puramente especulativa, é que como o uso de maconha medicinal ainda não é permitido em público, usuários tendem a ficar em casa para fumar, e por consequência sofrem menos acidentes.

Fonte: Planeta Sustentável 

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